Resenhas

[RESENHA] Amos e Masmorras, de Lena Valenti @univdoslivros

10 de outubro de 2015

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Autora: Lena Valenti
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 416
Classificação: 4.5/5.0 
Compre: Buscapé
Adicione: Skoob


Um livro que superou minhas expectativas, me deixou sem sono, que é tão intrigante e cheio de explicações sobre um tema que eu nunca imaginaria ler. Um romance policial que envolve erotismo e tráfico humano, que me fez levantar e bater palmas para uma autora tão genial. E acima de tudo, me destruiu por não ter logo o próximo livro da série em mãos. 
Inicie-se Submeta-se Prepare-se

Cleo Connelly é uma agente do corpo de policia de Nova Orleans, uma ruiva espetacular, destemina, corajosa, sexy e acima de tudo, agente da lei. Ela sonha em entrar para o FBI, juntamente com sua irmã, Leslie, e seu amigo de infância, Lion Romano. De amigos, Cleo e Lion não tem nada, os dois quando juntos, soltam faísca para todos os lados.
Tanto Leslie como Lion já trabalham para o FBI, sendo Lion o superior de Leslie, e Cleo sonha em entrar para esse time, contudo quando foi fazer teste psicotécnico para o cargo, foi declarada inapta. Ficou bastante chateada, mas bola para frente. Aproveitou que estava em Washington para matar a saudade da sua irmã e acabou que Lion também apareceu para vê-la. 

Um ano depois ela é designada a missão Amos e Masmorras, juntamente com o FBI, coisa que ela sempre sonho e não hesita em aceitar, contudo ela não sabe o que a espera. 
Basicamente, o FBI investiga uma rede de trafico humano no universo BDSM. Há um torneio chamado Dragões e Masmorras DS, inspirado no jogo RPG, que usa o BDSM para encobrir o tráfico de mulheres e homens, os tornando escravos sexuais.  
Pois bem, a missão de Cleo como agente infiltrada é descobrir quem está por trás desse  torneio traficando pessoas e usando drogas para manter essas pessoas em cativeiro. 
Cleo ficou confusa com esse convide do próprio vice-diretor do FBI, porém ela foi convidada pois se parece com as submissas que os Vilões, donos do torneio, gostam. Além da sua irmã ter sido capturada por esses caras. 
É notório que Cleo não sabe o que é ser uma submissa, muito menos o que um amo ou dominador pode ou não fazer, muito menos quais as regras do torneio. Imagine quem vai ajudá-la ou ensiná-la as regras da submissão?
" O agente Lion Romano. Ele é o encarregado."
Sim, meu povo! Lion, o garoto que a perturbava e odiava será a pessoa que irá ensinar tudo para ela, visto que ele nunca ia permitir que outro homem a tocasse. No momento atual do livro, falta 7 dias para o inicio do torneio e nesse meio tempo, Cleo precisa aprender de tudo para ser bem sucedida na missão. Mas será que tanto ela, como o agente Lion, conseguiram fazer isso sem se envolver emocionalmente?

Amos e Masmorras é um livro diferente do habitual. Definidamente superou todas as minhas expectativas. Nunca pensei gostar tanto de um livro com o tema BDSM, como eu gostei desse. A autora escreve muito bem, com leveza e fluidez, destacando os pontos de como é o verdadeiro mundo BDSM, inclusive citanto um livro que o personagem usa o BDSM pois é traumatizado e a mãe apagava cigarros no peito dele (Cinquenta Tons de Cinza – E L James), deixando claro que não é nada disso que realmente acontece. 
Agente Cleo é uma mulher quase indomável, tem uma personalidade forte e só obedece pois ela realmente gosta do seu amo, no caso Lion. 
" – Sempre foi você, Lion."
Quando ele começa a ensiná-la, cada começo de capitulo vem com uma frase de como deve ser o relacionamento entre amo e submisso, e achei isso super interessante. 
"A base de toda relação entre amos e submissas é a confiança. As mentiras acabam com tudo para ambas as partes."
Cabe ressaltar que o livro tem um alto teor sexual, mas ele não contém cenas escrotas como vimos em alguns livros que abordam sobre o tema. 
E é isso, a trama é super envolvente e arrebatadora, terminei o livro em menos de 24hs e fiquei louca com o final. Sério, preciso muito do próximo
Esse primeiro livro gira em torno dos ensinamento, da aproximação e sentimentos de ambos protagonistas, além de algumas cenas sexuais em torno do tema BDSM e um suspense devido à uma pessoa que Cleo prendeu e quer vingança. 

No geral, eu adorei o livro, ele é surpreendente e imprevisível. A autora mesclou gêneros que eu amo: romance policial e erótico. Ela soube distribuir o tema e não deixar com que o livro ficasse chato ou previsível. Contraponto, fiquei triste pelo fato dos protagonistas serem tão cabeças duras e orgulhosos não dando o braço a torcer.
Ainda sim, eu amei o livro e super ansiosa para o próximo livro, onde de fato, acontecerá o torneio.
"Quando as masmorras se abrem, os dragões estão à solta." 

Postado por Marina Santos

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