Resenhas

Trecho - O Amor Não Tem Leis - Julgamento Final

6 de setembro de 2014

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Olá!!! Lindos!!!

Tenho uma notícia mais que maravilhosa!
Em sua rede social, a Suma De Letras, editora que publicou o livro de Camila Moreira, O Amor Não Tem Leis, postou sobre o lançamento do segundo livro O Amor Não Tem Leis - O Julgamento Final. A data prevista é para o dia 06/10. Ah, daqui a um mês. Um mês! Mas,,, a gente aguenta até lá. O importante é que será lançado. Uuhuhu!


A Suma liberou um pequeno trecho, mas que já nos deixa ansiosos e com água na boca pelo lançamento do livro.

Vamos conferir?

Chegamos a um barzinho que ficava próximo ao meu apartamento.
Acho que Dereck fez de propósito, pois pesquisou no GPS do celular lugares que ficavam naquela região.
Pedi uma Coca-Cola e ele escolheu a sua cerveja de sempre. O bar estava cheio e uma música suave tocava, enquanto as pessoas conversavam. Várias delas vestidas de maneira formal. Pessoas que, provavelmente, assim como eu, tinham ido para lá direto do trabalho. Mas duvido que alguma delas tenha sido arrastada por um americano famoso.
— Como você está? — ele perguntou antes de levar a garrafa à boca.
— Levando. Não tem muito o que fazer, mas estou melhor. Mais conformada com tudo que aconteceu — expliquei.
— Já pensou em contar a verdade para o velhote e esclarecer essa porra de uma vez por todas?
Desviei meus olhos dos dele, com vergonha e medo. Vergonha por ainda não ter me aberto com o Alexandre e medo da possibilidade de ter deixado minha chance passar.
— Eu já disse que o Alexandre não quer me ver. O que eu posso fazer? — respondi exaltada quando voltei a olhá-lo. — Ele desistiu.
Dereck bufou. Estava de frente para mim e eu pude ver o brilho em seus olhos. Sabia o quanto devia ser doloroso para ele falar sobre o Alexandre.
— Eu acho que foi você que desistiu. Assim como desistiu de mim — falou com um olhar triste.
Nossos olhares se cruzaram e eu pude ver que ele ainda se ressentia pela maneira como eu o tinha abandonado. Se meu coração não fosse totalmente do Alexandre, se meu corpo não necessitasse dele como de oxigênio, tenho certeza de que Dereck aceitaria me dar uma segunda chance. Ficamos presos um ao outro, perdidos nas lembranças do passado, quando uma voz chamou nossa atenção. Um jovem pouco mais novo que o Dereck estava parado ao nosso lado e sorria abertamente.
— Cara, é um prazer tê-lo em meu bar. Sou seu fã — disse ao Dereck, que ainda tinha o olhar fixo em mim.
— Dereck — chamei sua atenção e fiz um movimento com a cabeça indicando o proprietário do bar.
— Opa, me desculpa. — Levantou e cumprimentou o homem com um aperto de mão. — Que bom que você gosta do nosso som — emendou.
— Na verdade, se não se importasse, temos uma guitarra e um violão. Será que você podia… — perguntou, mas parou, envergonhado.
Sem dizer nada, incentivei Dereck e ele entendeu.
— Claro. Onde é o palco? — O homem só faltou pular de alegria e conduziu Dereck até um pequeno palco.
Minha vontade era pedir ao garçom que me trouxesse uma bebida. Seria muito mais fácil ouvir ele cantar sob o efeito do álcool. Mas, como nem tudo é perfeito, tive que enfrentá-lo com a cara e a coragem, sem nada para aplacar o efeito que Dereck causava em mim.
Olhei para a frente e tinha total visão do palco. Bastante gente que estava do lado de fora do bar entrou para acompanhar, e muitas mulheres — como de costume — suspiravam pelo homem que dali a pouco cantaria e encantaria a todos com a sua voz.
— Boa noite, pessoal — Dereck começou a falar no microfone. — Para quem não me conhece, eu sou o Dereck Mayer e, a pedido do dono da casa, vou dar uma palinha hoje.
Então, se sentou no banquinho colocado para ele e dedilhou o violão.
— Essa vai para uma garota muito especial.
Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
Que te faça rir
Juro que suei frio. Nunca tinha escutado ele cantar em português. Ele sempre dizia que o seu sotaque carregado demais atrapalhava. Confesso que aquela cena não fez muito bem a minha sanidade. Estava tudo muito parecido com o dia em que nos conhecemos. Meu coração era do Alexandre, isso é fato inquestionável, mas Dereck, com toda a sua proteção e carinho, mexia comigo de uma forma diferente.
Hoje preciso de você
Com qualquer humor
Com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje!
Sabia que ele cantava Só hoje, do Jota Quest, para mim. Seus olhos se fecharam no refrão e logo se abriram me encarando. Sua boca mexia quase encostando ao microfone e seus dedos trabalhavam de forma sincronizada, tirando notas perfeitas do violão.
Quando terminou, todos gritaram e assoviaram. Dereck, alheio a tudo, não se movia e não desviava o olhar de mim. Senti que a última frase da canção foi um pedido. Um pedido para que desse mais uma chance a nós… Só hoje!
Esperei um tempo até que ele conseguisse se desvencilhar dos cumprimentos de todos e chegar a nossa mesa. Antes que ele sentasse, eu me levantei.
— Dereck, eu não sei o que te dizer. — Precisava falar alguma coisa, mas nenhuma palavra seria capaz de confortá-lo ou de fazê-lo mudar de ideia.
— Não diga nada, gatinha. — Pegou minha mão e apertou junto ao seu peito. — Só me prometa que, se não der certo com o velhote, você vai me procurar — pediu. — Clara, eu sou apaixonado por você e prometi ser somente seu amigo, mas, se eu tiver alguma chance, preciso saber. Preciso que me diga, pois me agarrarei a ela e lutarei por você.
 Que venha Outubro! Vem , Vem!
 Contagem Regressiva!
Vem, Lobo Mau, Vem!

Love&Hugs,

Ane

Postado por Respire Literatura

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